Evoluindo nossa energia criativa

Por Equipe Keyo

Temos aqui um trecho do livro: Como se tornar sobrenatural de Gregg Baden. Agora que descrevi cada um desses centros de energia em detalhes, vamos dar uma olhada mais dinâmica em como podem funcionar. Certamente nosso corpo é projetado para usar energia em cada um dos centros que relacionei. Mas o que acontece quando fazemos mais com nossa energia do que só sobreviver? O que acontece quando, em vez de liberar toda a nossa energia para o exterior (para procriar, digerir alimentos, fugir do perigo e assim por diante), começamos a evoluir parte dessa energia para cima de maneira consistente, de um centro para o outro, aumentado sua frequência enquanto ela sobe?

Evoluindo nossa energia

Funciona assim: começamos canalizando nossa energia criativa a partir do primeiro centro. Quando nos sentimos suficientemente seguros para criar, a energia criativa evolui, subindo e fluindo para o segundo centro. Quando temos que dominar alguma limitação ou superar uma condição no ambiente, podemos fazer bom uso da energia criativa, e então ela flui para o terceiro centro, assento de nossa vontade e força. Quando transcendemos com sucesso a adversidade na vida que nos desafiou a crescer e superar, temos a oportunidade de nos sentirmos mais completos, mais livres e mais satisfeitos e então conseguimos sentir amor genuíno por nós mesmos e pelos outros enquanto a energia flui e ativa o quarto centro. Quando isso acontece, queremos expressar nossa verdade presente – o que aprendemos ou o amor ou a integridade que sentimos –, e isso permite que a energia se mova adiante e ative o quinto centro. Depois disso, quando a evolução de energia ativa o sexto centro, áreas dormentes do cérebro se abrem, de forma que o véu da ilusão é erguido e percebemos um espectro mais amplo de realidade do que nunca víramos antes. Começamos a nos sentir iluminados, o corpo entra em maior harmonia e equilíbrio, e nosso ambiente externo (inclusive o mundo natural que nos cerca) também entra em maior harmonia e equilíbrio quando a energia ascende e ativa o sétimo centro. Quando sentimos a energia iluminada, começamos a nos sentir realmente dignos, e a energia pode enfim subir e ativar o oitavo centro, onde recebemos os frutos de nossos esforços – visões, sonhos, insights, manifestações e conhecimento que não vêm de nenhum lugar na mente e no corpo, como as memórias, mas de um poder maior dentro de nós e à nossa volta. Esse fluxo contínuo de energia evolutiva do primeiro ao oitavo centro está representado na figura:

Ao evoluirmos nossa energia criativa, ela pode ser canalizada a partir do primeiro centro e subir até o cérebro e além dele. Cada centro de energia tem sua frequência individual que transmite sua intenção individual. É esse o tipo de evolução pessoal que acontece quando a energia flui de maneira consistente – o ideal. O que acontece com muita frequência, porém, é que os eventos da vida e o modo como reagimos a eles provocam a retenção da energia, que não flui mais nesse padrão magnífico que acabei de descrever. Os pontos do corpo onde a energia fica estagnada são os centros de energia associados às questões com as quais estamos lidando. A figura 4.4B descreve o que acontece quando a energia fica estagnada e não consegue fluir para os centros mais altos. Quando a energia fica presa no corpo, não pode fluir para os centros mais altos. Como emoções são energia, essas emoções ficam estagnadas em diferentes centros e não podemos evoluir. Se, por exemplo, uma pessoa sofreu abuso sexual ou foi condicionada desde a infância a pensar que sexo é ruim, a energia pode ficar estagnada no primeiro centro, associado à sexualidade, e ela pode ter problemas para acessar a criatividade. Por outro lado, se a pessoa consegue acessar a energia criativa, mas não se sente segura o bastante para usar sua criatividade no mundo (sentindo-se vitimizada nos relacionamentos sociais e interpessoais), ou se sofreu trauma ou traição causados por outrem, pode reter essa energia no segundo centro. Essa pessoa teria mais probabilidade para sentir culpa, vergonha, sofrimento, baixa autoestima ou medo excessivos.

Se a pessoa consegue fazer sua energia fluir para o terceiro centro, mas tem problemas de ego e é vaidosa, autocentrada, controladora, dominadora, raivosa, amarga e excessivamente competitiva, a energia fica retida no terceiro centro, e ela pode ter dificuldades de controle ou motivação. Se a pessoa não consegue abrir o coração e sentir amor e confiança ou se tem medo de expressar amor ou o que realmente sente, a energia também pode ficar estagnada nos quarto e quinto centros respectivamente. Embora a energia possa ficar retida em qualquer um dos centros, é nos primeiros três que tende a ficar presa com mais frequência. Quando fica presa, a energia não consegue evoluir e fluir na corrente regular descrita anteriormente, que ativa os centros de energia superiores, onde sentimos amor pela vida e o desejo de retribuir. Fazer esse circuito fluir como foi projetado para fluir é o objetivo da meditação da Bênção dos Centros de Energia – abençoamos cada um dos centros para fazer a energia estagnada voltar a fluir. Consumindo nosso campo de energia Como discutimos anteriormente, nosso corpo é cercado por campos invisíveis de energia eletromagnética que estão sempre transmitindo uma intenção ou diretiva consciente. Quando ativamos cada um dos sete centros de energia do corpo, podemos dizer que estamos expressando energia desses centros. Colocando de forma simples, quando nós, como seres conscientes, ativamos uma energia específica em cada centro individual, estimulamos os plexos neurológicos associados a produzir um nível de consciência que ativa as glândulas, tecidos, hormônios e substâncias químicas apropriados em cada centro. Uma vez ativado cada centro único, o corpo emite energia transmitindo informação específica ou intenção a partir dele. No entanto, se continuamos vivendo em sobrevivência e somos excessivamente sexuais, consumistas ou estressados, vivendo pelos três primeiros centros, extraímos energia do campo invisível transmissor de informação que cerca o corpo de modo sistemático e a transformamos em substâncias químicas. A repetição desse processo ao longo do tempo faz o campo em volta do corpo encolher. (Ver figura 4.5.)

O resultado é que diminuímos nossa luz e não há energia que transmita uma intenção consciente movendo-se pelos centros para criar a mente correlacionada a cada um. Resumindo, usamos nosso campo de energia como um recurso. O nível limitado de mente com quantidade limitada de energia de cada centro vai enviar um sinal limitado para células, tecidos, órgãos e sistemas do corpo circundantes. O resultado pode produzir um sinal enfraquecido e uma frequência mais baixa de energia transmitindo informação vital para o corpo. A frequência reduzida dos sinais cria doença. Podemos dizer que, em termos de nível energético, toda doença é uma diminuição de frequência e uma mensagem incoerente. Os três primeiros centros são consumidores de energia. Quando os utilizamos excessivamente, extraímos constantemente do campo invisível de energia e o transformamos em substância química. O campo em volta do nosso corpo começa a encolher. Lembra como eu disse que os três centros de energia mais baixos do corpo tratam da sobrevivência, por isso representam nossa natureza egoísta? Eles têm a ver com o uso de poder, agressividade, força ou competição para sobreviver às condições do ambiente por tempo suficiente para consumir alimento, nutrir-se e depois procriar e dar continuidade à espécie (ao passo que os cinco centros superiores representam nossa natureza desinteressada e lidam com pensamentos e emoções mais altruístas). A natureza fez esses três centros inferiores muito agradáveis a fim de continuarmos nos dedicando a ações relacionadas a eles e ao que representam. Fazer sexo (primeiro centro) e comer (segundo centro) são coisas muito prazerosas, assim como se conectar e comunicar com outras pessoas (também o segundo centro).

O poder pessoal (terceiro centro) pode ser inebriante, incluindo o sucesso de superar obstáculos, conseguir o que se quer, competir e vencer, sobreviver a um ambiente específico e se esforçar para mover o corpo por aí. Você pode ver por que algumas pessoas tendem a utilizar excessivamente um ou mais dos três primeiros centros e com isso consumir mais do campo de energia vital e informação em volta do corpo. Por exemplo, uma pessoa excessivamente sexual tira energia extra do campo em volta de seu primeiro centro. Uma pessoa enredada em vergonha ou culpa, que se sente vitimizada, que se apega às emoções do passado e sofre constantemente, consome energia excessiva do campo em torno do segundo centro e com isso se apega à energia desse centro. Uma pessoa muito controladora ou estressada extrai energia adicional do campo que cerca o terceiro centro. Quando nossa consciência não evolui, nossa energia também não.