Espiritualidade: qual é o seu impacto em nossas vidas?

Por Equipe Keyo

Espiritualidade, o que é afinal?

O termo espiritualidade vem ganhando cada vez mais força. Mas o que é exatamente  que essa tal espiritualidade significa?

Parte-se do princípio de que temos um espírito, ou seja, somos mais do que um corpo e uma mente, mais do que é visível e material na terra. Passados séculos sob o domínio de religiões, a humanidade vem despertando cada vez mais para o conceito de conhecer seu espírito, se conectar com Deus, sem necessariamente, precisar de um intermediário (padre, monge, guru, rabino, pastor,…).

Nesse sentido, a espiritualidade que tanto se fala prega a paz e o amor incondicionais. Há algumas religiões que pregam isso, mas outras tantas, não.

Assim, diversas pessoas de diferentes religiões praticam a espiritualidade através de alguns exercícios, como, por exemplo: oração, mantras, meditação ou yoga.

A espiritualidade é tão generosa e abrangente, infinita como o próprio Deus, que pode ser também chamada de:

  • Fonte Criadora
  • Universo
  • Vida
  • Amor
  • Paz
  • Luz Branca
  • Inteligência Superior
  • Sabedoria

E o melhor, não há certo ou errado! Qualquer um, de qualquer religião, cultura e credo pode praticar. Um judeu pode cantar mantras em hindi, um cristão pode meditar, um evangélico pode ser reikiano. Tudo é permitido e todos são bem-vindos.

Há também quem associe a espiritualidade ao misticismo. Nesse sentido, diferente das religiões, no misticismo a pessoa tem uma experiência direta com o divino, ou seja, ela pode ter experiências de transcendência sem a necessidade de um terceiro. Pode ser um milagre que lhe acontece na vida, um sonho revelador e muitas outras experiências.

Além disso, na espiritualidade, essa energia divina, Deus, está presente em cada ser humano, mesmo que a pessoa não acredite e não tenha interesse, e por isso também é conhecida como centelha divina.

Espiritualidade: qualquer um pode

Viver a vida aderindo à espiritualidade prática significa aceitar a vida como ela é e fazer com que sua própria presença no mundo seja cada vez mais equilibrada e harmônica. É por isso que muitas pessoas, de diferentes áreas e lugares, se tornam influencers espirituais.

E isso acontece simplesmente por serem elas mesmas e por emanarem certas virtudes, inspiram muitas outras pessoas. Gisele Bundchen, Linda Mc Cartney e Jim Carrey, por exemplo.

Gisele, em seu livro autobiográfico, Aprendizados, conta como sua rotina com meditação, yoga e alimentação saudável transformou sua vida. Além das práticas, Bundchen é uma grande estudiosa do budismo e astrologia.
O ator hollywoodiano, Jim Carrey, passou a dedicar-se para as artes após aderir à espiritualidade. Ele é um seguidor do renomado autor Eckhart Tolle.

No geral, os espiritualistas possuem apenas um desejo profundo: unir todos os seres (humanos, animais, vegetais) em paz e amor incondicional. Por isso, muitos dizem “o amor é minha religião”.

Valores e espiritualidade

Outra característica que a espiritualidade traz – também conhecida como movimento Nova Era –  é a prática de valores que todos nós queremos ver no mundo.

Valores esses que parecem esquecidos em nossa sociedade, como:

  • Respeito à natureza
  • Animais bem cuidados
  • Justiças sociais
  • Harmonia entre nações
  • Consumo sustentável
  • Energia renovável
  • União religiosa
  • Economia colaborativa e muito mais.

Chamado em 2020

Devido à pandemia, cresceu muito o número de buscadores e curiosos pelo tema espiritualidade. Nesse sentido, muitas pessoas começaram a indagar sobre seu estilo e propósito de vida. As práticas espirituais ajudam a clarear essas indagações e trazem para o momento presente.

Imagem Veja Saúde, : “Espiritualidade pode ajudar a lidar com o estresse e o sofrimento da Covid-19”.

Na matéria, “Espiritualidade em época de corona vírus”, para a Veja Saúde, o médico oncologista, Dr. Felipe Moraes escreveu:

“Primeiramente, ela nos lembra nossa fragilidade. O rastro de morte, de medo e de paralisação social que esse pequeno ser acelular nos impõe é um duro golpe contra a ditadura do narcisismo humano. Diante de uma ameaça invisível e traiçoeira, que pode levar de nossa presença tantos entes queridos, fica na boca o amargo sabor da impotência. Percebemo-nos como verdadeiramente somos: finitos e pequenos.

Nessa perspectiva, abrem-se caminhos de espiritualidade que devem nos conduzir para fora de nós, para a transcendência e o encontro com Deus. Desse encontro, brota a esperança que nos conduz para além da materialidade e nos dirige rumo ao infinito. Ao abraçar o divino, o homem tem a oportunidade de alimentar-se de uma vida que não cessa, que pulsa e encoraja. Mas onde podemos encontrar essa fonte do Bem supremo, quando tudo escurece e esfria ao nosso redor?”.

Dr. Moraes finaliza esperançoso: “Alguns dizem que o mundo não será o mesmo depois da Covid-19, espero que estejam certos. Espero que a saudade dos abraços nos torne mais afetuosos, que a saudade dos templos fortaleça nossa fé, que a saudade de nossos avós nos faça amá-los e visitá-los mais e que a visão de nossa pequenez nos permita olhar mais para o alto.”

Da dor ao amor

Muitos, por medo do incerto, pela dor da solidão e distanciamento social, encontram na espiritualidade um afago para suas almas, pois é ali que encontram um propósito maior para tudo o que está acontecendo e se sentem pertencentes ao universo.

Já os mais ansiosos e inquietos aprendem sobre a importância de estar no momento presente, de corpo, mente e alma. Assim, as práticas de respiração, chamadas de pranayamas pelos yoguis, são as mais utilizadas para o excesso de anseios.

Com este cenário, as terapias holísticas também compõem a espiritualidade. Nesse sentido,  holístico/a é um adjetivo que está relacionado com o holismo, ou seja, que busca compreender os fenômenos em sua totalidade e globalidade. A palavra vem do grego, holos, que significa, inteiro, todo.

Portanto, as terapias holísticas trabalham com o ser como um todo e não fragmentado, como nas terapias e medicina tradicionais. Ou seja, a abordagem holística enxerga que cada pessoa é composta por um sistema de quatro corpos completamente conectados: mental, emocional, físico e espiritual. É impossível tratar de um sem afetar o outro.

Nesse sentido, pensamentos negativos, carência emocional, falta de consciência corporal, bloqueios energéticos, para citar alguns sintomas de sofrimento, levam muitos a buscarem por essas terapias. Alinhadas à espiritualidade, elas oferecem a cura das causas do sofrimento.

Ao buscar a causa de um sintoma, o terapeuta mergulha no mundo emocional da pessoa, ao invés da dor, doença ou sofrimento em si. Alguns especialistas podem também encontrar as causas em vidas passadas, acessando o corpo espiritual da pessoa.

Espiritualidade e os chakras

Um termo bastante utilizado na espiritualidade e pelos terapeutas holísticos é a  palavra chakra, do sânscrito, significa roda. Eles são considerados centros de energia que absorvem a energia vital (prana), distribui por todo sistema do indivíduo e, em seguida, libera para o exterior. Além disso, o corpo humano possui centenas de chakras, rodas de energia vital, mas há sete principais que são os maiores receptores e emissores energéticos.

Foto Flores de Gaia

Nesse sentido, se um chakra está equilibrado, a energia vital flui, ou seja, a pessoa se sente bem, com vitalidade, ânimo e equilíbrio. Porém, se está bloqueado, a energia vital é incapaz de circular livremente e, assim, surgem desequilíbrios que se manifestam nos corpos mental, emocional, físico e espiritual.

Por isso, é comum que os buscadores espirituais implementem práticas de conexão com a energia vital em suas rotinas, encontrando um equilíbrio dos quatro corpos com sua forma de viver.

Os 7 chakras

Os sete chakras são organizados em uma hierarquia das necessidades humanas. O primeiro, chakra de base (vermelho), está ligado ao instinto de sobrevivência e evoluí em direção à transformação espiritual que está relacionado ao último chakra, o coronário (violeta).

Mas, nesse caminho evolutivo, espiritual, o ser humano possui outras necessidades também relacionadas aos outros cinco chakras:

  • Procriação (segundo chakra)
  • Socialização (terceiro chakra)
  • Altruísmo (quarto chakra)
  • Comunicação (quinto chakra)
  • Intuição (sexto chakra)

Como o conceito de chakras é originário das tradições indianas, como o yoga e a ayurveda, eles estão também relacionados a diversos elementos, como:

  • Cores
  • Mantras
  • Pedras
  • Emoções
  • Órgãos
  • Aromas
  • Alimentos

Como encontrar o sagrado na minha vida?

A espiritualidade é um vasto universo e uma das frases mais usadas na atualidade foi dita por um dos maiores líderes pacifistas da história da humanidade, o indiano,  Mahatma Gandhi:

“Seja a mudança que você deseja ver no mundo.”

E o que ele quis dizer exatamente com isso? Se queremos mais paz no mundo, sejamos a paz com tudo e todos. Queremos mais amor? Então sejamos mais amorosos com tudo e com todos.

E como nos tornamos tão virtuosos assim? Aí vem outro grande segredo da espiritualidade: a prática diária. Todo dia, absolutamente 24 horas e 7 dias por semana devemos estar atentos e despertos para nos auto-observar.

Como ser a paz, se todos dias há brigas ou reclamações? Como ser a paz se há xingamentos constantes? Como viver com mais gentileza no mundo, se há preconceito ou desavenças com pessoas de outras culturas e níveis sociais?

Foto Monge Tibetano meditando

Há uma história motivacional que ilustra bem sobre essa paz do budismo ou então, chamemos aqui, Deus:

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:

— Deus fez tudo que existe?

Um estudante respondeu corajosamente:

— Sim, fez!

— Deus fez tudo mesmo?

— Sim professor! – respondeu o jovem.

O professor replicou:

— Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.

O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado, mais uma vez, que a Fé era um mito. Outro estudante levantou sua mão e disse:

— Posso lhe fazer uma pergunta professor?

— Sem dúvida – respondeu-lhe o professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:

— Professor, o frio existe?

— Mas que pergunta é essa? Claro que existe. Você por um acaso nunca sentiu frio?

O rapaz respondeu:

— Na verdade professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando falta o calor. E a escuridão, existe? – continuou o estudante.

O professor respondeu:

— Mas é claro que sim.

O estudante replicou:

— Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado lugar do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente o jovem perguntou ao professor:

— Diga, professor, o mal existe?

Ele respondeu:

— Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes, violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.

Então o estudante respondeu:

— O mal não existe professor ou, ao menos, não existe por si só.

“O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal.”

Não é como a Fé ou o Amor que existem como existe a luz e o calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor ou a escuridão que acontece quando não há luz.”

A reflexão que o menino da história deixa para o professor é o que a espiritualidade solicita: coloque doses de Deus (amor, fé, luz, calor, afeto, brilho) em cada momento do dia.

Espiritualidade: como posso me tornar espiritualizado?

Exatamente por exigir certo comprometimento consigo mesmo, muitas ferramentas ajudam e facilitam a se transformar e a se aproximar desse estado interior de paz e amor. Muitas terapias e práticas auxiliam, como: (linkar internamente com conteúdo e serviços Keyo)

  • Yoga
  • Meditação
  • Conexão com a Natureza (fonte de prana, energia vital)
  • Rezar ou orar
  • Terapias holísticas e quânticas
  • Leituras sobre autoconhecimento
  • Músicas com 432 hertz
  • Cantar e escutar mantras
  • Focar-se ao momento presente
  • Respirar com consciência

E o mais importante: aprender a sentir mais do que pensar. Como faz isso? Prática. Levar constantemente a atenção e a respiração para o coração já é um bom começo para se autoconhecer e sensibilizar-se para a sutileza do plano espiritual.

Você sabia que quando fechamos os olhos, 75% da nossa distração (mundo visual) se afasta e, assim, podemos mergulhar com mais facilidade e mais profundidade no mundo interior?

Experimente isso:

Leve suas mãos ao centro do peito, feche os olhos e respire algumas vezes profundamente e, então, se pergunte: como me sinto? Pode ser cansado, relaxado, alegre, ansioso, animado, triste…

Aceite a primeira resposta que vier à mente e faça mais algumas respirações consciente dessa emoção. Pode ser que em breves instantes você se sinta mais sereno e em estado de paz.

Você sabia?

Em sânscrito, há mais de 72.000 palavras para descrever sentimentos, enquanto nas línguas ocidentais, nosso vocabulário é um tanto restrito. E a palavra amor, em sânscrito, tem mais de 90 variações, ou seja, tipos de amor.

Sentir é se conectar com a sua própria energia.

A espiritualidade quântica, ou seja, originária da ciência da física quântica, nos ensina sobre a importância de cuidar da nossa energia ou, como chamam, nosso campo eletromagnético. O professor Hélio Couto, uma referência sobre esse assunto no Brasil, explica:

“Todo ser é um campo eletromagnético. Emana e atrai. Estamos imersos em um gigantesco campo eletromagnético. Tudo o que foi emanado, mais cedo ou mais tarde, voltará multiplicado”.

Por isso, os praticantes da espiritualidade, quântica ou não, enfatizam tanto a necessidade do autoconhecimento. Conhecer-se em diferentes estados energéticos é essencial para mergulhar nos planos mais sutis espirituais.

Espiritualidade e autoconhecimento

Só podemos crescer, evoluir e melhorar se nos conhecemos. Por exemplo, na escola, se temos o conhecimento suficiente, passamos nas provas e de ano. Se conhecer é ter o conhecimento sobre si:

  • O que faz bem para o seu corpo?
  • O que te faz ter pensamentos positivos?
  • O que te faz se sentir bem?
  • O que te traz paz?

Essas simples perguntas podem te levar a importantes respostas sobre si. Porque cada ser humano é único. Cada corpo tem uma única construção física, mental, emocional e espiritual.

Sendo assim, praticar o autoconhecimento nos ensina sobre como lidar com nossas próprias emoções, nos faz reconhecer mecanismos e gatilhos mentais, e, consequentemente, nos traz mais qualidade de vida.

Se conhecer ajuda a lidar com momentos desafiadores e dolorosos como lutos, rompimentos, crises e etc. Se você conhece o que te faz bem, o que te fortalece diante da vida, o que te relaxa e acolhe, pode passar por momentos desafiadores com mais otimismo.

A pesquisadora norte-americana Brene Brown ficou mundialmente conhecida pelo sua palestra, no Ted Talk, “O Poder da Vulnerabilidade”, uma das mais assistidas do mundo, com mais de 35 milhões de visualizações.

“Vulnerabilidade é definida como algo incerto, arriscado e que te expõe emocionalmente. Mas, na verdade, ela é positiva. É dela que nascem emoções importantes que vivenciamos como humanos, como o amor. Isso é a base para se ter coragem. Em um mundo cheio de problemas complexos e possibilidades intermináveis, precisamos de líderes corajosos, de uma cultura da coragem. E só chegaremos lá quando aceitarmos e usarmos nossa vulnerabilidade. O ser humano é vulnerável. Não existe nenhuma pessoa que nunca experimentou emoções como ter incerteza, sentir que está em risco e com medo de exposição.” – Brene Brown para a Revista TPM

Descobrir as próprias vulnerabilidades, medos, inseguranças é também descobrir sobre suas forças, seus limites, sua capacidade de amar, de estar presente e responder à vida com confiança e fé.

Mestre de si

Assim como a vida, a espiritualidade não tem uma receita pronta. Uma metodologia ou uma receita certa a seguir. Mas sim, há escolhas a serem feitas. A cada dia. A cada momento.

A nova era, o novo tempo que está chegando fala sobre seres humanos que se tornaram seus próprios gurus. E o que isso quer de verdade dizer? Que todos somos únicos e temos total capacidade de ser e conquistar tudo o que desejarmos.

Foto e Frase do O Segredo

A espiritualidade visa libertar a mente humana do sofrimento através de sua própria consciência. Quando um se reconhece parte do todo, tudo faz parte dele também, não havendo mais separatividade.

A espiritualidade ensina a viver em paz com tudo, bom ou ruim, bonito ou feio. Ela busca pela neutralidade, não no sentido de indiferença, mas sim, na profunda aceitação do que é e como é.

A espiritualidade ensina que para ela florescer na vida de alguém, antes, há que cuidar bem do jardim (mente, emoção, corpo e alma). Aí você já sabe, as borboletas vêm.

A espiritualidade convida o ser humano se tornar autorresponsável, pois, apenas da própria responsabilidade, ele será capaz de transformar a si mesmo. Ao invés de culpar, julgar ou vitimizar-se, se autorresponsabilizar, é se libertar.

A espiritualidade é o encontro com o que há de sagrado em tudo e em todos. Por isso, ancora-se em virtudes como a bondade, perdão, compaixão, empatia, gentileza, paz e amor.

Iluminado

Um dos maiores Mestres que o planeta terra teve foi o sábio Jesus Cristo. Assim como muitos outros –  entre eles Buda – Jesus se iluminou, ou seja, se tornou um com Deus, em vida, enquanto humano.

Apesar de inúmeras religiões interpretarem de diferentes formas suas falas, diversos espiritualistas da atualidade trazem um novo olhar para seus saberes.

Até mesmo o psiquiatra Augusto Cury, um dos autores brasileiros mais vendidos, dedicou um livro sobre Jesus Cristo, ao qual se refere como “O Homem mais Inteligente da História” –  também título do livro.

O grande espiritualista, Eckhart Tolle, autor do best-seller  “O Poder do Agora”, nos convida à profunda reflexão sobre Jesus:

“Assim, o homem Jesus se tornou o Cristo, um veículo de pura consciência. E qual é a própria definição de Deus na Bíblia? Será que Deus disse: “Eu fui e sempre serei?” Claro que não. Isso teria conferido realidade ao passado e ao futuro. Deus disse: “EU SOU O QUE SOU”. Aqui não existe o tempo, só a presença.

A “segunda vida” de Cristo é uma transformação da consciência humana, uma mudança do tempo para a presença, e não a chegada de algum homem ou de alguma mulher. Se “Cristo” estivesse para chegar amanhã, revestido de alguma forma externa, o que ele ou ela poderia nos dizer além do seguinte: “Eu sou a Verdade. Eu sou a Divina Presença. Eu sou a Vida Eterna. Estou dentro de você. Estou aqui. Eu sou o Agora?“.